Publicado em 01/11/20

1 de novembro de 1755, Terremoto em Lisboa

Lisboa

A cidade de Lisboa sofreu em 1 de novembro uma de suas maiores tragédias de usa história. Exatamente às 9h30 um terremoto de magnitude altíssima devastou a cidade lusitana, fato seguido de um incêndio e de uma gigantesca onda que invadiu a cidade.

O grande responsável pela reconstrução da cidade foi o estadista português chamado Sebastião José de Carvalho e Melo que em sua ascendente carreira diplomática tornou-se conde Oeiras (1759) e marquês de Pombal (1769), este último título que marcou seu nome na história.

Sua capacidade e competência como secretário e homem forte do Rei D. José foram colocadas à prova quando em 1755, com muito pulso, liderou o processo de reconstrução da cidade e apoio as vítimas do terremoto de 1 de novembro.  Em seu longa jornada como homem forte da coroa portuguesa ficou conhecido também com um grande opositor da Companhia de Jesus, conhecidos como jesuítas,  homem de pulso forte, passou para a história como um governante autoritário e que reprimia com truculência seus opositores.

Passeando pelas ruas do bairro chiado em Lisboa, me deparei junto a Praça Luís de Camões com a escola[1] de um colega do Método DeRose e lá tive o prazer de ler em um das bem decoradas paredes a frase: “As nossas paredes têm mais de 200 anos”. E tem mesmo!

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Paredes da escola do DeRose Method Chiado em Lisboa

Em uma delas encontrei uma abertura no acabamento que nos revela uma linda estrutura antiga da chamada gaiola pombalina, fui informado que é um sistema anti-sísmico feito com vigas de madeira incrustadas na alvenaria. Segue o restante do simpático aviso: A estrutura em madeira foi inspirada nos métodos de construção dos navios. A madeira, sendo deformável, tinha uma elevada capacidade de resistência as forças de tração e compressão num meio constantemente agitado. Por outro lado, a alvenaria era mais eficaz na resistência aos incêndios. Lembremos que logo após os terremotos, houve um terrível incêndio e demais catástrofes decorrentes[2].

por André Mafra

[1]Praça Luís de Camões, 36 – 1º DTº 1200 – 243 Lisboa – Portugal

[2]    Sugiro a leitura de um agradável romance histórico de Domingos de Freitas entitulado: Quando Lisboa tremeu.

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Andre Mafra

  Estudioso da área de culinária desde 2010, dedica-se a pesquisar e estudar sobre alimentação e especiarias. Realizou viagens aos… Continue lendo.

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